Diferentes enfoques para o jogo “Queimado”

5 de março de 2011 § Deixe um comentário

Dar enfoque não significa abranger 100% da aula, mas garantir predominância. Assim, por exemplo, podemos usar feedbacks de organização e de habilidades, no sexto ano, mas em escala bem baixa, pois o enfoque será outro.

Especificar os enfoques de cada ano é evitar que cada atividade ensine ao aluno a mesma coisa, durante o currículo inteiro, o que seria uma perda de tempo para a educação. Evitar misturar os enfoques em todos os anos é evitar a confusão sobre o que ensinar.

Abaixo, exemplos de como desenvolver aulas de queimado, em cada ano, com cada enfoque.

6º ano (enfoque /cultural): apresentar o queimado como jogo popular, discutir sua competitividade entre os times e a cooperação dentro de cada time, citar suas diferenças de uma região para outra; jogar o queimado da maneira que os alunos o conhecem, de maneira inclusiva, e tomar consciência de que este é apenas o queimado da cultura do nosso bairro.

7º ano (enfoque técnico): descobrir e discutir as habilidades que predominam no queimado (correr, arremessar/finalizar, agarrar, desviar, saltar, se abaixar), quais são mais importantes, como podemos desenvolvê-las, para adquirir consciência sobre estes recursos, que ele pode utilizar melhor durante o jogo.

8º ano (enfoque na auto-organização): partir da desorganização para levar os alunos a aprender a organizar o jogo, a discuti e construir as regras democraticamente, antes e durante o jogo (ex: a bola fora que jogo para fora da quadra está em campo neutro ou pertence ao outro time? O jogador queimado poderá voltar do poço?), e a cuidar da organização estratégica das equipes (ex: como utilizar adequadamente o joguinho, para cansar o advérsário? Quem tem menor risco de perder a bola, ao tentar queimar o advérsário: jogadores do poço ou jogadores do campo?)

9º ano (enfoque crítico): avaliar quais capacidade motoras predominam no queimado, avaliar o rendimento do seu time e fazer correções (quem arremessa com mais força? quem resiste melhor ao joguinho do adversário? Quem queima mais e quem queima menos?); avaliar a utilidade do queimado na nossa sociedade (ex: o fato de ser jogo, não esporte, o torna mais ou menos importante?).

1º ano (enfoque fisiológico): associar o queimado à prática de atividade física regular, ao combate ao sedentarismo, seu impacto no ganho de resistência cardiorrespiratória, no controle da obesidade e na saúde.

2º ano (enfoque mecânico): estudar os grupos musculares principais, envolvidos nos principais movimentos do jogo, os tipos de lesões mais frequentes, avaliar a melhor mecânica de movimentos como o de arremessar ou o de agarrar a bola, tentar imitar (copiar) algum movimento novo.

3º ano (enfoque social): tratar o queimado como um recurso de lazer e de convívio social, discutir maneiras de utilizá-lo para atrair pessoas para a atividade física, de como utilizá-lo sem que a pessoa se machuque em seu lazer, discutir maneiras de inclui-lo no tempo livre das pessoas.

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