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14 de fevereiro de 2012 § Deixe um comentário

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Apostilas de Educação Física do 2º bimestre

28 de maio de 2011 § 1 comentário

Aqui segue links de apostilas de Educação Física que fiz, para o segundo bimestre, em pdf:

Ensino fundamental

6º ano: http://www.megaupload.com/?d=VX1DPNY0

7º ano: http://www.megaupload.com/?d=HGZLGUE7

8º ano: http://www.megaupload.com/?d=0YKRMBA8

9º ano: http://www.megaupload.com/?d=S3UGVQJT

Ensino médio

1º ano: http://www.megaupload.com/?d=8XSJ0WEL

2º ano: http://www.megaupload.com/?d=43SKM55T

 

 

 

Modelos de questões de prova 2

16 de maio de 2011 § Deixe um comentário

O modelo de questão Verdadeiro ou falso modificado, apresentado em outro artigo, não irá funcionar bem em provas com gabarito.

Pois bem! Para quem quiser ou precisar utilizar gabaritos, uma pequena modificação e o modelo de questão estará adaptado.

Cada uma das quatro afirmações deverá ter um valor. A primeira valerá 1, a segunda valerá 2, a terceira 4 e a quarta 8. O resultado da questão, a ser anotado como resposta no gabarito, será a soma dos valores das afirmações verdadeiras.

Os resultados possíveis serão diferentes, para cada combinação diferente de respostas: de 0 a 15.

Por exemplo, quando as afirmações 1 e 2 forem verdadeiras, sua soma (resultado a ser anotado no gabarito) será 3, e quando as afirmações 1, 3 e 4 forem verdadeiras, o resultado será 1 + 4 + 8 = 13.

Este modelo de provas mantém as vantagens do modelo descrito anteriormente, mas simplifica a anotação de respostas num gabarito. Porém, exigirá treinamento dos alunos, para que calculem e marquem o resultado com segurança.

O gabarito conterá apenas o número de cada questão e o espaço para se anotar a soma das afirmações verdadeiras. Além disso, a questão precisará ter uma pontuação única, pois ficará dificultado calcular acerto (1,0) e meio acerto (0,5).

O segredo de Messi

3 de maio de 2011 § Deixe um comentário

As jogadas de Messi, o jogador que mais tem encantado o mundo nestes tempos, possuem um segredo simples.

Uma vez tomei contato com uma frase que dizia: “Potência não é nada sem controle”. Descobri que era uma propaganda da Pirelli. Esta frase me ensinou sobre os limites da potência, coisa que eu nunca havia parado para pensar.

As jogadas principais de Messi são ataques com bola nos pés, em velocidade. Ele demonstra uma potência muscular acima da média, nas suas arrancadas e mudanças de direção. Porém, há muitos jogadores, aqui mesmo no Brasil, com potência igual ou superior à dele, que não chegam a ter o mesmo sucesso. O segredo de Messi não é sua explosão muscular.

Leis da física dão conta de explicar que um atacante que venha em velocidade consiga passar facilmente por um defensor parado. Mas não é uma manobra de sucesso 100% garantido. Para passar pelo defensor, o atacante terá frações de segundo para avaliar e tomar a melhor decisão. Ele irá avaliar sua velocidade e a do defensor, a direção do deslocamento do defensor, a comunicação corporal para antecipar o que ele pretende fazer, e julgar qual tipo de manobra terá mais chances de aproveitar esta situação: um drible em meia-lua, uma pedalada, um corte, etc.

O jogador dificilmente terá mais que um segundo para avaliar e decidir. Ele estará em alta velocidade. Não são todos os jogadores que são formados para avaliar e decidir corretamente, em velocidade. Messi tem essa habilidade e ela é o segredo de suas jogadas: o controle para que sua potência seja perfeitamente aproveitada.

O que o professor de futebol diz ao seu aluno quando ele tenta driblar, num treino? Que ele não está jogando sério? Que está jogando errado? No meu contato com treinadores de futebol, ainda não conheci alguém que incentivasse a prática do drible, que mesmo planejasse o treinamento do drible, da tomada de decisão e da avaliação em alta velocidade. Não há metodologia, não há incentivo, não há preparo do professor! Creio que Messi e Neymar sejam tipos de rebeldes do treinamento de futebol, que é inimigo do drible.

Ah, futebol… Como você poderia ser melhor!

Redações e provas orais

30 de abril de 2011 § Deixe um comentário

As pessoas passam mais tempo de vida falando do que escrevendo. Ainda assim, se expressam melhor por escrito do que falando.

Já experimentei fazer provas orais. Nelas, podemos avaliar a comunicação corporal da pessoa, enquanto responde às perguntas. Porém, o nervosismo é maior, o que de certo atrapalha suas respostas. Prova oral é uma situação que gera muita tensão. Tem vantagens mas talvez o números de desvantagens seja ainda maior.

Neste ano, tomei um rumo contrário. Passei uma redação para as turmas de 9º ano e de 1º ano. O desempenho dos alunos foi muito superior nas redações do que nas provas orais. Fiquei muito satisfeito. Pude ver o que os alunos absorveram das aulas, no texto, e também os pontos que eles não souberam desenvolver no texto.

A única desvantagem que vi é que a correção das redações é realmente demorada. Além disso, para corrigir redações é importante que se tenha critérios fixos, para que a avaliação seja mesmo justa, o que não é tão simples como corrigir com um gabarito.

O assunto do 9º ano foi: “Esporte: o que faz de bom e o que faz de mau, para a saúde e para o convívio social”. O assunto do 1º ano foi: “As relações entre atividade física, aptidão física, saúde, estilo de vida e qualidade de vida”. O resultado foi satisfatório.

Recomendo o uso das redações!

Modelos de questões de prova 1

30 de abril de 2011 § Deixe um comentário

As questões de uma prova determinam se a avaliação será ou não bem realizada.

Participei de um simuladão. Todas as questões deveriam ter opções de resposta A, B, C e D. Sempre senti que esse tipo de questão é dos piores tipos. Num cálculo simples, a chance de um aluno chutar e acertar cada questão fica em 25%. Tem que haver algum modelo melhor de questões de prova!

Em busca de algo melhor, cheguei ao velho Verdadeiro ou falso. O defeito dele é que a chance de chutar e acertar é de 50%. Mas, e se cada questão tiver quatro sentenças a serem marcadas? Para as quatro corretas, 1,0 ponto, e para três corretas, 0,5 ponto.

Este tipo de questão é muito parecido com aquele de quatro alternativas, do simuladão, onde se tem que marcar a correta (ou a falsa), que é o tipo mais tradicional. Mas há duas vantagens neste novo modelo, ainda sem nome:

  1. Enquanto o tipo tradicional permite 25% de chance de acerto para os chutes, este novo tipo de Verdadeiro e falso permite apenas 12,5% para 0,5 ponto e 6,25% de chances para 1,0 ponto. Ou seja, praticamente inviabiliza que se ganhe pontos no chute.
  2. Nas questões tradicionais, como o aluno sabe que apenas uma sentença está correta, ele vai em busca dela e ignora a análise das outras sentenças (se uma está correta, obviamente as outras estão erradas). Assim, cada questão costuma trazer um assunto estudado, sem poder se aprofundar nos seus detalhes. Neste novo tipo de Verdadeiro e falso, o aluno precisará ater-se a cada uma das sentenças, já que seus resultados são independentes, umas das outras. Isso permitirá explorar melhor muitos detalhes dos conteúdos ensinados, até mesmo criar questões com mais de um dos assuntos estudados, o que irá enriquecer a avaliação.

Creio ter chegado a um ótimo tipo de questão de prova. A possibilidade de uma mesma questão poder gerar pontuações diferentes oferece maior flexibilidade, além da praticidade de poder explorar melhor os conteúdos ensinados, reduzindo o tamanho da prova.

Proponho uma experiência com este modelo.

O tal do PDCA

30 de abril de 2011 § Deixe um comentário

PDCA nada mais é que um esclarecimento sobre o passo a passo de ações de um administrador. E o professor é também um administrador.

Para que não se torne uma espécie de mantra, é interessante deixar a sigla de lado e se concentrar nestes quatro passos em português: Planejar, Executar, Avaliar e Corrigir. Administrar a aprendizagem dos alunos, desconsiderando estes passos, nos subtrai a capacidade de extrair o máximo da educação escolar.

PLANEJAR

O plano de curso diz como seguir para atingir os objetivos: qual será nosso passo-a-passo, qual conteúdo utilizaremos, quando e como avaliaremos, e como recuperaremos o que não foi bem aprendido.

Me preocupa quando vejo que ainda hoje se chega ao segundo bimestre sem que alguns professores tenham feito seus planejamentos. Alguns, apenas seguem o livro. Outros, de matérias sem livros, muitas vezes inventam suas aulas em cima da hora.

EXECUTAR

Tendo um plano de ação pronto, é hora de ir para as aulas e ajudar os alunos a aprender os conteúdos. Os recursos materiais podem ser decisivos e toda tecnologia nova, se incorporada, pode fazer a diferença. Mas nem todos os alunos vão à escola por amor ao conhecimento e haverá problemas de mau comportamento ou falta de atenção à aula. Quanto a isto, defendo que a escola aprenda a mudar o foco, dos exercícios para os jogos, que possuem maior potencial para atrair a atenção e o interesse dos alunos.

Há ainda muito o que se discutir, neste blog, sobre a evolução da execução das aulas, como perguntar mais e afirmar menos, contar histórias, resolver problemas da vida cotidiana, entre outras coisas normalmente deixadas de lado, na educação.

AVALIAR

Esqueçamos esta coisa de avaliação formativa, normativa… Vamos deixar de lado os nomes e compreender o conceito fundamental.

Se um piloto de avião precisa voar até o ponto A, e deixa para verificar se ele atingiu o destino correto somente ao final do vôo, qual será sua reação se ele descobrir que, na verdade, voou até o ponto B, por engano? Pois é assim que a escola costuma avaliar o aluno: ao final do processo, já sem tempo para corrigir o que precisa ser corrigido. É preciso avaliar a todo momento, para se certificar de que se está seguindo na rota correta.

Avaliar não é punir. A avaliação não é um castigo nem deve ser utilizado para ameaçar os alunos. Este não é o papel da avaliação (é como usar notas de dinheiro para se fazer rabióla de pipa). A avaliação é feita para descobrirmos quais conteúdos os alunos aprenderam melhor e quais não aprenderam bem. E precisamos mesmo nos preocupar em descobrir onde os alunos ainda tem dificuldade! Não se deve virar as costas para isto.

CORRIGIR

De que adianta avaliar e descobrir o que os alunos não aprenderam suficientemente, se o professor não tem a intenção de corrigir, de dar um reforço ou explicar novamente? Deve ser objetivo da avaliação escolar preparar o espaço para uma recuperação.

No processo de ensino, o que não deu certo deve ser corrigido. A recuperação se propõe a ser um processo de correção, porém, parece que a escola entende a recuperação com uma prova, uma avaliação. Uma prova de recuperação deveria ter outro nome, pois prova e recuperação pertencem a categorias diferentes. A prova de recuperação não recupera o aluno. Se ele estuda para a prova, poderá se recuperar, mas não adequadamente, em poucos dias, sem auxílio do professor. A prova, em si, oferece apenas mais uma chance de ganhar pontos.

Uma recuperação paralela seria ideal. O que não ficou bem aprendido num bimestre, continuará sendo desenvolvido no próximo por aqueles alunos que necessitam. Porém, os professores já não conseguem dividir as velocidades de ensino quando há alunos com necessidades especiais na escola, como conseguiriam ensinar conteúdos de dois bimestres, para uma mesma turma, no mesmo bimestre? Parece muito grande o desafio de desenvolver esta habilidade mas será importantíssimo não fugir dele.

Já ouvi professores se recusando a aplicar recuperações paralelas. Ora, então houve avaliação sem correção! Será o mesmo que dizer ao aluno: “Se não aprendeu, se vire! Já era!”, quando poderia ser “Se não aprendeu, vamos estudar de novo!”.

Espero que esse texto tenha esclarecido o PDCA (espero não falar mais dele) e que os professores não o leiam na defensiva, pois precisamos pensar nos nossos erros e não desistir de buscar evoluir nossa ação pedagógica. Sei que eu ainda preciso melhorar minha atuação nos quatro pontos, pois eu também estou mergulhado na cultura educacional tradicional até o pescoço. A cada ano podemos melhorar, incluir novos truques, abandonar velhas práticas ultrapassadas. Só depende de vontade para que isto aconteça.